Compota de abóbora gila / Chila pumpkin jam


Há já algum tempo que andava com vontade de experimentar fazer compota de abóbora gila, ou chila. Adoro este doce, especialmente quando usado em sobremesas e bolos. As simpáticas agricultoras do núcleo de Palmela do PROVE arranjaram-me uma linda abóbora gila e cá está a compota, feita e aprovada.

Muitas pessoas consideram que este é um doce difícil de fazer, o que não é verdade. Dá um pouco mais de trabalho, mas o resultado final mais do que compensa. O maior desafio é abrir e arranjar a abóbora sem usar uma faca, dado que os objetos metálicos deixam um sabor desagradável. Mas esta é também a parte lúdica e anti-stress desta receita. Coloca-se a abóbora num saco plástico, este serve apenas para evitar que o chão da cozinha fique coberto com bocados de abóbora, pensa-se numa coisa que nos esteja a irritar e atira-se o saco ao chão, ou para cima da bancada, até que a abóbora se parta e abra.

Por último, se a compota não necessitar de uma validade muito longa não é necessário colocar a quantidade de açúcar que a receita original indica, pode facilmente reduzir-se até metade.


I was willing to make this preserve for some time. In the Portuguese culinary tradition, this jam is often used as an ingredient to other desserts and cakes. 

This is an unusual pumpkin, called chilacayote, also known as fig-leaved gourd, Malabar gourd (or squash), Siam pumpkin or pie melon. In Asia it is called “shark fin melon” because the pulp strands are used to make a soup quite similar to shark fin soup.

Many people consider that this preserve is difficult to do, which is not really true. It gives a little more work but the final result more than compensates. The biggest challenge is to open and arrange the squash without using a knife, as metal objects leave an unpleasant taste. But this is also the playful and anti -stress part of this recipe. Place the pumpkin in a plastic bag, this is only intended to prevent the kitchen floor from being covered with bits of pumpkin, think about one thing that is annoying you and throw the bag to the floor or countertop until the pumpkin is broken and open.

Finally, if the jam does not require a very long validity is not necessary to put the amount of sugar indicated in the original recipe, it can easily be reduced down to half.



Compota de abóbora gila


1 abóbora gila
Açúcar (o mesmo peso da abóbora, depois de cozida e escorrida)
1 pau de canela
1 limão
Água (5 dl por cada kg de açúcar)
Sal

Colocar a abóbora dentro de um saco plástico e atirá-la ao chão (ou para cima da bancada), até que se parta e abra.  Com as mãos, retirar as pevides e a “tripa” (que são uns filamentos amarelados). Partir aos bocados – com as mãos, não esquecer – e lavar muito bem até deixar de fazer espuma.

Numa panela, colocar a abóbora em água a ferver temperada com sal e cozer durante 20 minutos. Deixar arrefecer e retirar a casca com as mãos. Desfiar a abóbora com os dedos e colocar em água fria até ao dia seguinte.

No dia seguinte, escorrer a abóbora, sem espremer, e pesar. Numa panela, colocar o açúcar (mesmo peso da abóbora escorrida), a água (5 dl por cada kg de açúcar), a casca do limão e o pau de canela. Quando a calda começar a engrossar, adicionar os fios da abóbora e cozinhar em lume brando até que a água evapore quase por completo, aproximadamente 1 hora e 30 minutos, mexendo de vez em quando. 

Enquanto estiver quente, colocar em frascos de vidro esterilizados*, tapar bem e deixar arrefecer voltados com a tampa para baixo, para criar vácuo.

* Lavar bem os frascos e as tampas com água e detergente para a loiça. Colocar numa panela com água a ferver durante 10 minutos. Escorrer e deixar secar num pano de cozinha, virados para baixo. Alternativamente, depois de lavar os frascos, colocar no forno, pré-aquecido a 180º, durante 10 minutos.  

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Chila pumpkin jam

1 chilacayote pumpkin
Caster sugar (same weight of the squash, after cooked and drained)
1 cinnamon stick
1 lemon
Water (5 dl per kg of sugar)
Salt

Place the pumpkin in a plastic bag and throw it to the floor (or countertop) until it breaks and opens. With your hands, remove the seeds and the "bowel" (which are a yellowish strands). Break it into smaller pieces – use your hands, do not forget –and rinse thoroughly until it stops to produce foam.

In a saucepan, place the pumpkin in boiling water seasoned with salt and cook for 20 minutes. Allow to cool and remove the peel with your hands. Shred the pumpkin with your fingers and place the strands in cold water overnight.

The next day, drain the pumpkin, without squeezing, and weigh. In a saucepan, place the sugar (same weight of the drained pumpkin), water (5 dl per kg of sugar), the lemon peel and the cinnamon stick. When the syrup starts to thicken, add the strands of squash and cook on low heat until the water evaporates almost completely, about 1 hour and 30 minutes, stirring occasionally.
While hot, put in sterilized glass jars*, cover well and leave to cool with the lid facing down, to create a vacuum.

* Wash the jars and lids with water and dish soap. Place in a pan of boiling water for 10 minutes. Drain and leave to dry in a kitchen towel, facing down. Alternatively, after washing the jars, place in a preheated oven, 180º C, for 10 minutes.

Comments

  1. What an interesting recipe. What do you use this preserve on once you have made it?

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  2. Hi, Alicia.
    You can have this jam like any other, with a toast or bread. In the Portuguese traditional cuisine there are a lot of deserts that call for it. The most traditional deserts in Portugal were invented in convents and they make use of a lot of eggs and sugar. They are very sweet and not very healthy :) But there are more simple ways to use it. I think it goes rather well combined with puff pastry and maybe some toasted almonds or sesame seeds for texture.

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